terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


Sociologia – Texto 5 – Controle Social:



Parte 1: Émile Durkhéim



Controle é uma palavra que denota dominação e poder. No entanto, ao nos referirmos a esse termo no âmbito social, devemos fazer algumas ressalvas. Controle Social deve ser tomado como um termo técnico, como instrumento analítico próprio das Ciências Sociais.

Muitas interpretações foram feitas sobre o controle social, na qual se explorarão alguns. Nessa primeira parte, analisaremos de forma sucinta, porém objetiva as contribuições de Émile Durkhéim, sobre esse tema.

Dentro da Sociologia duas escolas trabalharam a sociedade com enfoques diferenciados: A Escola Objetivista e a Escola Subjetivista.

A primeira preocupava-se com o modelo pelo qual a estrutura social influencia, limita, determina, estimula ou impede os comportamentos dos indivíduos, por esse motivo é conhecida também como Escola Estruturalista. A segunda, por sua vez, corresponde à maneira pela qual a Sociologia aborda os comportamentos humanos, e é chamada de Subjetivista porque sua ênfase recai no sujeito, no individuo, e na forma pela qual ele vê o mundo, e não nas estruturas sociais.

Émile Durkhéim pertence a primeira dessas escolas e sua teoria sociológica foi pensada para trabalhar a Sociedade como um todo, ou em seus termos: a Macrossociologia.

De um modo geral, a sociedade é vista por esse sociólogo como um grande organismo, formado por várias partes, que são chamadas por ele de Instituições. Essas instituições formam as peças do “quebra-cabeça” social, que inteiramente integradas, montam a imagem do “Todo Social”, dito de outra forma, da sociedade como conhecemos. Cada instituição tem sua função social, por essa razão a teoria de Durkhéim é chamada de Funcionalista.

No entanto, para que haja o funcionamento da sociedade é preciso de um elemento que movimente esse processo. Na teoria social de Durkhéim esse elemento é conhecido como coerção (ou coesão) social.

A coerção nada mais é do que leis, regras que fazem com que haja um funcionamento social, permitindo, dessa forma, que a sociedade se desenvolva. Podemos identificar essa coerção, com as normas estabelecidas pela moral, pela cultura, e pelo ordenamento social.

Em relação à estratificação social, Durkhéim, ao contrário de Karl Marx, a considera positiva. Por que na visão desse sociólogo, sem a divisão do trabalho, não haveria como as instituições se desenvolverem. Se não há o desenvolvimento das instituições sociais, não há também desenvolvimento social. Durkhéim chama esse processo de solidariedade orgânica (ou social) e é focada no trabalho. Deve-se ter em mente, no entanto, que o trabalho deve ser entendido aqui como um emprego, sujeito a todos benefícios existentes.

Controle Social, na visão desse sociólogo, é entendida como a integração social com objetivo de um Bem Estar social. Isso ocorre naturalmente se houver ordenamento social, ou seja, se não haver nenhuma desregulamentação em relação às leis e regras que ordenam a sociedade, a saber, a coerção. Dessa forma, o processo de manutenção do ordenamento social é o mesmo que Controle Social, que por sua vez, nada mais é, do que as condições necessárias para o desenvolvimento da sociedade.

Quando há um desequilíbrio em algum fato social, como, por exemplo, o aumento significativo da violência ou da miséria, significa que o ordenamento social está avariado, necessitando assim, de uma análise para retomar a integração do controle social.



Dicas de Leitura:

- As regras do método sociológico – Émile Durkhéim.
- O Perfume – Patrick Süskind.

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